Petrobras. Relacionamento com Investidores

Petrobras

Relações com Investidores

Plano de Negócios 2006-2010

Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2005 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que seu Conselho de Administração, reunido nesta data, aprovou o Plano de Negócios 2006-2010.

Este Plano de Negócios tomou como premissa fundamental o posicionamento definido no Plano Estratégico Petrobras 2015, aprovado em maio de 2004. A monitoração dos cenários corporativos indicou não haver necessidade de alterar esse posicionamento, no que se refere refere à Missão, à Visão 2015, às Estratégias e aos Objetivos Corporativos.

Em linhas gerais, o Plano de Negócios 2006-2010 mantém as metas agressivas de crescimento da Companhia estabelecidas no Plano anterior para 2010, inclusive de produção de óleo, LGN e gás natural no Brasil (2.860 mil boed), que possibilitará uma maior utilização do petróleo nacional na carga processada (91%), garantindo a auto-suficiência já em 2006.
 


O Plano de Negócios 2006-2010 totaliza investimentos de US$ 56,4 bilhões, no período, representando uma média de US$ 11,3 bilhões por ano, sendo 87% (US$ 49,3 bilhões) no Brasil e 13% (US$ 7,1 bilhões) no Exterior. Na atividade internacional, 82% dos investimentos estarão sendo aplicados nas Áreas Foco (América Latina, Oeste da África e Golfo do México). Dos investimentos no Brasil, além do expressivo crescimento no E&P e Abastecimento, destaca-se o incremento em Gás e Energia (150%) para atendimento da crescente demanda de gás no País.


A Companhia está mantendo, em seu Plano de Negócios 2006-2010, uma política de preços alinhada ao mercado internacional. A Petrobras estima obter uma geração própria de caixa na ordem de US$ 58,9 bilhões no período (líquido de pagamento de dividendos), recursos suficientes para cobrir todo o Plano de Investimentos. As captações no mercado financeiro serão de US$ 12,2 bilhões e a amortização das dídidas de US$ 14,7 bilhões. A Petrobras continuará com sua política de alongamento do prazo da dívida e redução da alavancagem financeira. O ROCE médio esperado para o período é de 15%.

 

A revisão do plano incorpora de forma realista os aumentos nos custos oriundos principalmente do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, de US$ 29,00 (média do Brent em 2003) quando da realização do Plano de Negócios 2004-2010, para um patamar de US$ 52,50 de média projetada para 2005. Este aumento de mais de 80% gerou reflexos em toda a cadeia produtiva, principalmente no que concerne aos custos de serviços, manutenção, equipamentos e operações especializadas do setor petrolífero, com impactos nos custos de extração e de refino de toda as empresas do setor petrolífero. O aquecimento da economia mundial também teve reflexo direto em diversos segmentos industriais que compõem a cadeia de fornecedores de insumos e materiais básicos para a indústria.

Estes aumentos de custos tiveram impacto direto na previsão dos investimentos da carteira atual de projetos. Verificamos um incremento de US$ 10,3 bilhões nos projetos mantidos que tiveram aumento de custos e alargamento de escopo. O volume de investimentos para o período já contempla a antecipação de diversos projetos, na ordem de US$ 3,9 bilhões, e a introdução de novos investimentos com recursos orçados em US$ 7,8 bilhões.

Cerca de 65% dos Investimentos relacionados aos projetos no País serão colocados junto ao mercado fornecedor nacional, resultando em uma média de US$ 6,4 bilhões/ano. Os setores de construção e montagem e aquisição de materiais responderão por 77% dos investimentos colocados no mercado nacional. Em relação aos empregos, a Petrobras demandará, em média no Brasil no período 2006-10, cerca de 419 mil postos de trabalho, sendo 160.000 diretos.
 

As premissas quantitativas relacionadas às tendências do mercado e de preços e margens do petróleo e derivados, a nível internacional, foram reavaliadas, tendo em vista o elevado patamar de preço do petróleo atingido a partir de 2004, que tem impactado sobremaneira a indústria como um todo, seja positivamente na maior geração de caixa e nos lucros, como negativamente, no incremento dos custos operacionais e de investimentos.

Última atualização em 

Close