Petrobras. Relacionamento com Investidores

Petrobras

Relações com Investidores

Diretoria Aprova Refinaria no Nordeste com PDVSA

Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2005 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que em reunião realizada nesta data sua Diretoria Executiva apreciou cinco iniciativas com a companhia estatal Petróleos de Venezuela S.A. – PDVSA que compõem um marco no relacionamento entre as duas companhias.

1.) Refinaria no Nordeste do Brasil em Pernambuco
 
A Diretoria Executiva autorizou o detalhamento dos estudos destinados à implantação de uma refinaria em Pernambuco com participação de 50% de cada companhia e capacidade para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia, metade da Petrobras e metade da empresa venezuelana. Esse é o primeiro projeto visando a construção de uma nova refinaria aprovado pela Diretoria Executiva da Petrobras desde a conclusão da Refinaria do Vale da Paraíba (REVAP) em 1979. 
 
O investimento projetado é de US$ 2,5 bilhões (sendo 50% de cada companhia). O esquema de refino será orientado para maximizar a produção de óleo diesel e gás liquefeito de petróleo, para atender o crescimento da demanda de derivados do Nordeste em 2011. Hoje o Nordeste é deficitário em combustíveis.
 
A possível localização da refinaria foi ampla e detalhadamente estudada em cinco estados do nordeste. Os aspectos técnico-econômicos, ambientais e sociais foram examinados por um grupo de trabalho, que envolveu a colaboração de 100 pessoas entre consultores e técnicos das duas empresas. 

A Diretoria Executiva aprovou a recomendação do estudo técnico-econômico, ambiental e social de localizar a nova refinaria na área do Suape, em Pernambuco, próxima a Recife, por apresentar as determinantes mais adequadas para o empreendimento tendo em vista dentre outros os seguintes fatores:
 
- a área industrial de SUAPE já está em funcionamento há mais que 25 anos apresentando comprovada vocação para a atividade;
- a área dispõe de condições oceanográficas que facilitam a construção de um porto na escala que será exigida pela refinaria sem maiores investimentos;
- o mercado local de Pernambuco é o segundo maior do Nordeste após a Bahia;
- as disponibilidades de mão de obra e infra-estrutura local atenderão às necessidades de execução do projeto sem maiores custos para seu  desenvolvimento;
- o meio ambiente apresenta características menos frágeis do que em outras áreas na região.
  
Conforme decisão da Diretoria Executiva refletindo o parecer técnico, o foco da produção da refinaria será prioritariamente substituir a importação de derivados como o óleo diesel, o gás liquefeito de petróleo (GLP),e a nafta. Outra característica do empreendimento será a utilização, como matéria-prima, de petróleo pesado do Brasil e da Venezuela, países que possuem grandes reservas desde tipo de óleo. O projeto que terá capacidade significativa de conversão deverá capturar a margem de refino hoje existente na transformação de óleos pesados em destilados médios (gasolina e diesel).
 
2.) Desenvolvimento do Projeto Mariscal Sucre
 
A Diretoria Executiva aprovou a assinatura de um Pré-Acordo visando a formação de uma “Joint Venture”, com estrutura jurídica ainda a ser definida, para desenvolver os campos ao Norte de Paria (Rio Caribe, Mejillones Patao e Dragon) com reservas estimadas de gás natural (critério SPE) de 11 tcf mediante investimentos de US$2,2 bilhões. O documento preliminar prevê a conclusão das negociações até janeiro de 2006.

3.) Convênio para Quantificação das Reservas do Campo de Carabobo
 
A Diretoria Executiva aprovou os termos pelos quais a PDVSA concorda em fornecer os dados geológicos que permitam a execução dos estudos de quantificação e certificação das reservas do Campo Carabobo 1 da faixa do Orinoco na Venezuela. O objetivo é a exploração conjunta do referido campo através de uma empresa com participação de 51% da PDVSA e 49% da Petrobras.
 
O Campo de Carabobo tem uma produção estimada de 150 mil barris diários de óleo extra-pesado de 9° API. No caso de concretização da iniciativa, o petróleo será tratado em um melhorador para ficar com características semelhantes à produção do campo de Marlim.
 
4.) Novos Negócios
 
A Diretoria Executiva aprovou os termos pelos quais a PDVSA concorda em fornecer os dados geológicos referentes aos campos de Lido, Limon, Nieblas, Adas e La Paz na Venezuela para avaliação e certificação conjunta pela PDVSA e Petrobras.
 
É prevista a formação de uma “Joint Venture”, com estrutura jurídica e participações ainda a serem definidas em função das avaliações das reservas  certificadas e curvas de produção. As estimativas atuais são de reservas de 437 milhões de barris de óleo e 1,4 tcf de gás. 

5.) Migração dos Contratos de Serviço da Petrobras Energia S.A.(PESA)
 
A Diretoria Executiva tomou conhecimento que o Conselho de Administração da PESA autorizou a assinatura pelo Presidente, sujeito à assinatura pelas demais partes interessadas, de Convênios Transitórios referentes às áreas Mata, Acema, La Concepción, e Oritupano-Leona, onde tem participação na Venezuela, visando adequar seus termos e condições de operação à mudança na legislação local de petróleo, e a convocação de Assembléias dos Acionistas da própria PESA e de sua controladora Petrobras Energia Participaciones S.A. (PEPSA) para homologar seus termos. 
 
Finalizando, os investimentos relacionados a refinaria em Pernambuco estão contemplados dentro do recentemente aprovado plano de negócios da Petrobras para o período 2006-10, e todas as iniciativas se enquadram dentro da estratégia de liderar o mercado de petróleo, gás natural e derivados na América Latina, atuando como empresa integrada de energia, com expansão seletiva da sua atividade internacional.

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